Seja bem-vindo
CENTRO OESTE,16/03/2026

    • A +
    • A -
    Publicidade

    Mulheres brasileiras na mira do medo

    portalcontexto.com
    Mulheres brasileiras na mira do medo


    As mulheres brasileiras carregam nas costas um peso desproporcional de ansiedades que moldam suas vidas diárias. Em um país marcado por desigualdades gritantes, elas enfrentam medos profundos relacionados à segurança, saúde, família e mercado de trabalho.

    Por Vander Lúcio Barbosa




    Dados recentes, como os da pesquisa Paraná Pesquisas de 2026, revelam que 23,7% das mulheres apontam a saúde pública como sua maior preocupação, contra 25,1% dos homens focados em segurança – mas para elas, esses temores se entrelaçam de forma única e opressiva.​





    No mercado de trabalho, a barreira é cristalina: a desigualdade salarial persiste, com mulheres ganhando em média 20% menos que homens pelo mesmo cargo, segundo o IBGE. Elas lidam com o “teto de vidro”, maternidade penalizada e jornadas duplas que esgotam.





    O medo de desemprego é constante, agravado pela inflação alta (15,9% das preocupações gerais), que corrói o poder de compra familiar. Muitas hesitam em buscar promoções, temendo o equilíbrio impossível entre carreira e casa.





    A família amplifica essas ansiedades. Mulheres são o pilar do lar, gerenciando filhos, idosos e tarefas domésticas invisíveis – um fardo que gera burnout e depressão.





    A pesquisa Ipsos destaca violência doméstica como raiz de 41% dos medos femininos, com o Brasil registrando uma feminicídio a cada seis horas. Em Goiás, segundo a propaganda do Governo do Estado a unidade federativa mais segura do país, a cada 12 minutos uma medida protetiva é concedida a mulheres. Em 2025, foram registradas 47.432 ordens judiciais, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça.





    Saúde é outra ferida aberta: acesso precário ao SUS, filas eternas e falta de prevenção para câncer de mama  – doença que mata milhares anualmente. Ansiedade e depressão explodem, com 30% das mulheres relatando sintomas. Barreiras culturais, como estigma ao divórcio ou terapia, somam-se à violência psicológica.





    Outros medos emergem: corrupção (33% de preocupação), educação precária para filhos e mudanças climáticas afetando roças no interior. Políticas paliativas, como cotas, não bastam; urge reforma estrutural.





    Mulheres brasileiras não são vítimas passivas – elas resistem. Mas ignorar suas dores é condenar o país ao subdesenvolvimento. É hora de ouvir: segurança real, igualdade salarial, apoio familiar e saúde acessível. Só assim, o Brasil avança de mãos dadas.





    Junte-se aos grupos de WhatsApp do Portal CONTEXTO e fique por dentro das principais notícias de Anápolis e região. Clique aqui.


    O post Mulheres brasileiras na mira do medo apareceu primeiro em Contexto.




    COMENTÁRIOS

    Buscar

    Alterar Local

    Anuncie Aqui

    Escolha abaixo onde deseja anunciar.

    Efetue o Login

    Recuperar Senha

    Baixe o Nosso Aplicativo!

    Tenha todas as novidades na palma da sua mão.