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CENTRO OESTE,13/06/2026

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    Barra do Garças registra baixo índice do Aedes aegypti, mas prevenção continua essencial mesmo na estiagem


    Barra do Garças registra baixo índice do Aedes aegypti, mas prevenção continua essencial mesmo na estiagem

    A Prefeitura de Barra do Garças, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou o resultado do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado no mês de maio de 2026. Apesar de o município apresentar baixo risco para infestação do mosquito transmissor da dengue, a Saúde alerta que os cuidados não podem parar, mesmo durante o período de estiagem.

    Ao todo, foram inspecionados 2.153 imóveis, e o município registrou Índice de Infestação Predial (IIP) de 0,4, indicador que classifica Barra do Garças em situação de baixo risco para a proliferação do mosquito.

    No entanto, o cenário exige atenção. Desde o início do ano, o município contabilizou 540 casos de dengue com confirmação laboratorial, além de 423 notificações por sintomas compatíveis com a doença, totalizando 963 casos registrados. Também foram confirmados 14 casos de chikungunya e seis casos de zika vírus.

    O levantamento apontou que os principais focos do mosquito continuam sendo os resíduos descartados de forma incorreta, como recipientes plásticos, latas, sucatas e materiais que acumulam água, responsáveis por 50% dos criadouros identificados. Em seguida aparecem os depósitos móveis, como vasos de plantas, pratos, bebedouros de animais, latas e recipientes utilizados em obras, representando 37,5% dos focos. Já os depósitos ao nível do solo, como barris e caixas d’água baixas, somam 12,5%.

    A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o período de seca não elimina o risco da dengue. Pelo contrário: recipientes esquecidos podem continuar acumulando água e se tornar criadouros do mosquito.

    A orientação é para que os moradores façam a destinação correta do lixo, evitem materiais acumulados nos quintais e realizem a lavagem e inspeção dos recipientes pelo menos três vezes por semana, especialmente vasos, caixas d’água e bebedouros de animais.

    A Prefeitura destaca que manter os índices baixos depende do esforço coletivo da população. O combate ao mosquito continua sendo uma responsabilidade compartilhada é essencial para evitar novos casos da doença no município.




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