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CENTRO OESTE,22/07/2026

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    Lei cria política para fortalecer indústria da saúde

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    Lei cria política para fortalecer indústria da saúde

    Sancionado nesta segunda-feira (20), o Projeto de Lei n° 2583/20 pretende garantir a autonomia do Brasil na produção de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos médicos, fortalecendo a soberania nacional, inclusive para lidar com eventuais emergências em saúde pública. O PL institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.



    O projeto foi aprovado recentemente pelo Congresso Nacional. Entre as justificativas apresentadas durante a tramitação da matéria no Legislativo está a de ajudar o país a ter condições de executar “ações e serviços de saúde, incentivando a geração de empregos qualificados e a inovação, e reduzir a dependência tecnológica e produtiva do exterior”.



    Além de criar instrumentos de estímulo à produção nacional em saúde, a nova lei estabelece regras para compras públicas, financiamento e regulação de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).



    Por meio das compras públicas, pretende estimular a fabricação local de produtos considerados estratégicos para o SUS. Para isso, cria a figura das empresas Estratégicas de Saúde (EES), que poderão receber prioridade em processos regulatórios, acesso facilitado a linhas de crédito do BNDES e outros incentivos.



    Para se enquadrarem nessa classificação, as empresas precisarão cumprir requisitos relacionados à produção, pesquisa e inovação no país.



    Presidente da Farmabrasil, associação que reúne as principais empresas da indústria farmacêutica brasileira, Reginaldo Arcuri disse que a nova legislação será essencial para o país e que seu setor estará engajado no compromisso de desenvolver medicamentos cada vez mais inovadores.



    Diretrizes



    Na avaliação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as novas regras vão favorecer a soberania brasileira. Segundo ele, durante os debates no Legislativo o projeto se mostrou “inspirado em outros projetos que visavam a proteção de setores estratégicos, como foi o caso da Defesa”.



    A estratégia nacional terá como diretrizes:




    • Fortalecimento do SUS;

    • garantia de acesso a tecnologias de saúde;

    • capacitação de recursos humanos;

    • prevenção e combate a epidemias;

    • incentivo à produção nacional de medicamentos e dispositivos médicos;

    • inserção internacional de empresas estratégicas brasileiras;

    • uso do poder de compra do Estado para estimular a produção local.



    Os objetivos incluem:




    • reduzir as dependências produtiva e tecnológica do SUS;

    • ampliar o acesso universal à saúde;

    • impulsionar a pesquisa e a inovação;

    • modernizar o parque industrial da saúde;

    • alcançar autossuficiência na cadeia produtiva;

    • estimular investimentos; e

    • preparar o sistema para emergências de saúde pública.



    Empresas que desejarem se qualificar como Empresa Estratégica de Saúde (EES) deverão atender a condições mínimas, como:




    • terem como finalidade social atividades produtivas, de pesquisa, desenvolvimento científico e tecnológico, além do desenvolvimento de parque industrial voltado ao planejamento estratégico em saúde;

    • disporem, no país, de instalação industrial para fabricação de “produto estratégico de saúde” (PES);

    • apresentarem histórico de atividade produtiva e de inovação; e

    • terem capacidade de assegurar continuidade e expansão produtiva no Brasil.



    Vetos



    Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, apenas três vetos foram feitos ao projeto. Nenhum de grande relevância. Um deles, tem o propósito de adequar o texto final às regras de taxação que já existem no âmbito do Mercosul.



    Outro veto, que Padilha disse “lamentar ter de fazer”, prevê algumas contrapartidas tecnológicas que ficariam a cargo das empresas para a importação de produtos. "Isso poderia atrapalhar investimentos", argumentou o ministro.



    O terceiro veto está relacionado a critérios previstos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para autorizar a comercialização de alguns medicamentos.




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