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CENTRO OESTE,31/07/2026

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    Cidades, Transportes e Fazenda lideram desbloqueio do Orçamento

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    Cidades, Transportes e Fazenda lideram desbloqueio do Orçamento


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    Os Ministérios das Cidades, dos Transportes e da Fazenda lideraram o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões do Orçamento de 2026, anunciou na noite desta quinta-feira (30) o Ministério do Planejamento e Orçamento.

    Os novos limites de gastos constam do decreto publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União, com os novos valores detalhados dos bloqueios por ministérios e por órgãos. Pela legislação, o decreto é divulgado oito dias após o envio ao Congresso Nacional do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento.



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    Segundo o documento, dos R$ 5,741 bilhões desbloqueados no último dia 24, R$ 3,332 bilhões são de gastos discricionários (não obrigatórios) e R$ 1,204 de emendas parlamentares. Dentro dos gastos discricionários, R$ 2,523 bilhões serão liberados do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

    Os ministérios e demais órgãos federais têm até 6 de agosto para detalharem os programas que terão mais recursos.



    A última edição do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas reduziu de R$ 23,679 bilhões para R$ 17,937 bilhões o volume bloqueado no Orçamento de 2026.



    Emendas parlamentares



    Mesmo com a liberação de recursos, continuam bloqueados R$ 3,675 bilhões em emendas parlamentares de bancada, recursos indicados por deputados e senadores para obras e projetos nos estados.



    Nesse caso, será aplicada a Lei Complementar 210/2024, aprovada para regulamentar a execução das emendas parlamentares e ampliar a transparência desses recursos.



    Pela lei complementar, as emendas são bloqueadas ou desbloqueadas até a mesma proporção aplicada às demais despesas discricionárias, para cumprir as metas fiscais. No entanto, o Congresso poderá definir as prioridades quando houver necessidade de bloqueio ou contingenciamento, indicando quais programações terão os recursos preservados e quais serão afetadas pelos cortes, dentro dos limites definidos pelo governo.



    Faseamento



    Além dos bloqueios, o governo está utilizando o chamado faseamento de empenho. O mecanismo não corta recursos, mas limita temporariamente a velocidade com que os órgãos podem assumir novos compromissos financeiros.



    A medida funciona como um controle de fluxo de caixa. Se a arrecadação ficar abaixo do esperado, o governo evita empenhar (autorizar o gasto de) recursos antes de confirmar a entrada das receitas.



    A restrição de empenho está prevista em R$ 47,46 bilhões até setembro. O valor sujeito a esse controle cai para R$ 29,498 bilhões até novembro e para zero em dezembro.



    Ao somar o total bloqueado de R$ 17,937 bilhões, a restrição chega a R$ 65,397 bilhões até setembro e a R$ 47,436 bilhões até novembro.



    Tipos de despesa



    O arcabouço fiscal em vigor divide os recursos congelados em dois tipos: o contingenciamento e o bloqueio. O contingenciamento representa os recursos retidos temporariamente para cobrir falta de receitas do governo que atrapalham o cumprimento da meta fiscal. Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) prevê resultado primário zero (nem déficit, nem superávit), com uma margem de tolerância de até R$ 31 bilhões para mais ou para menos.



    O bloqueio corresponde aos recursos retidos para cumprir o limite de gastos do arcabouço. Neste ano, o governo federal não contingenciou o Orçamento, porque prevê superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública) de R$ 10,8 bilhões, se excluídos precatórios e alguns gastos com saúde, educação e defesa.



    Para 2026, o marco fiscal limita o crescimento das despesas a 2,5% acima da inflação do ano anterior.



    Detalhamento



    Desconsiderando as emendas parlamentares, a redução dos bloqueios foi dividida da seguinte forma:

     


















































































































































































































































































































    ÓrgãosBloqueio 2º BimestreBloqueio 3º BimestreDiferença (R$ milhões)
    Ministério das Cidades3,047.501,847.30-1,200.20
    Ministério dos Transportes1,608.70592.9-1,015.80
    Ministério da Fazenda1,396.30856.3-540
    Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação490.1153.8-336.3
    Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar545.2245.2-300
    Ministério da Educação1,605.001,325.00-280
    Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional399.3259.3-140
    Ministério das Relações Exteriores414.5284.5-130
    Presidência da República279.9209.9-70
    Ministério do Planejamento e Orçamento334.1272.1-62
    Ministério do Esporte162.3101.1-61.2
    Advocacia-Geral da União111.151.1-60
    Agência Nacional de Transportes Terrestres577-50
    Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania76.130.1-46
    Banco Central do Brasil92.447.4-45
    Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico44.9--44.9
    Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos228.7188.7-40
    Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome243.4206.4-37
    Ministério dos Povos Indígenas74.744.8-29.9
    Agência Nacional de Mineração22.7 -22.7
    Ministério da Defesa4,363.304,344.30-19
    Agência Nacional de Proteção de Dados6.5 -6.5
    Ministério da Agricultura e Pecuária489.9489.9 
    Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços130.7130.7 
    Ministério da Justiça e Segurança Pública   
    Conselho Administrativo de Defesa Econômica9.79.7 
    Ministério de Minas e Energia143.1143.1 
    Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis18.118.1 
    Agência Nacional de Energia Elétrica34.334.3 
    Ministério da Previdência Social   
    Ministério da Saúde1,001.701,001.70 
    Agência Nacional de Vigilância Sanitária22.422.4 
    Agência Nacional de Saúde Suplementar34.234.2 
    Controladoria-Geral da União29.429.4 
    Ministério do Trabalho e Emprego   
    Ministério das Comunicações127.6127.6 
    Agência Nacional de Telecomunicações51.851.8 
    Ministério da Cultura220.8220.8 
    Agência Nacional do Cinema8.28.2 
    Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima31.831.8 
    Ministério do Turismo83.883.8 
    Ministério da Pesca e Aquicultura46.846.8 
    Gabinete da Vice-Presidência da República0.90.9 
    Ministério das Mulheres53.353.3 
    Ministério da Igualdade Racial29.929.9 
    Ministério de Portos e Aeroportos347.2347.2 
    Agência Nacional de Transportes Aquaviários14.314.3 
    Agência Nacional de Aviação Civil2424 
    Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte151.1151.1 




    Na divisão por tipo de despesa, a distribuição dos recursos desbloqueados é a seguinte:

     










































    Total bloqueado2º Bimestre3º BimestreDiferença (R$ milhões)
    I. Poder Executivo23,678.6017,937.50-5,741.00
    I.I. Discricionárias totais18,709.0014,172.40-4,536.60
    ↳ RP 2 (Discricionárias em geral)9,963.407,949.50-2,013.80
    ↳ RP 3 (PAC)8,745.606,222.80-2,522.80
    I.II. Emendas4,969.603,765.20-1,204.40


    Fonte: Ministério do Planejamento e Orçamento




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