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CENTRO OESTE,03/05/2026

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    Promessas que superam realizações

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    Promessas que superam realizações


    Uma campanha bem-produzida, principalmente na parte visual, com vídeos de alta qualidade técnica, o Governo Federal acena para Goiás com perspectivas de investimentos. Nas narrativas, são abordadas obras físicas e sociais, muitas delas de infraestrutura, como a construção de três institutos federais (IF); pontes sobre grandes rios (Araguaia), ferrovias e outros projetos que demandam elevadas somas e, por certo, um tempo maior do que os oito meses restantes do ano e, consequentemente, do mandato do atual Presidente da República. Isto pode ser interpretado como promessa de campanha ou tentativa de resgatar compromissos com o povo de Goiás.





    Claro que, por se tratar de ano eleitoral, a campanha publicitária poderia induzir o cidadão/eleitor a dar “um voto de confiança” ao governo e, com isso, sinalizar apoio à candidatura oficial. Mas também permite que se veja nisso uma espécie de “propaganda enganosa”, ao imaginar que, se não realizou as obras até agora, não há razão para acreditar que isso será feito no final do governo. Historicamente, é assim no Brasil. O povo, muitas vezes, vive de promessas que nem sempre se tornam realidade. Basta revisitar relatos oficiais para constatar que o tempo passa, mas o modelo político pouco muda.





    E, a bem da verdade e da justiça, isso não ocorre somente no plano nacional. Nos eixos regionais, é quase a mesma coisa. Próximo das eleições, governadores correm, ocupam espaços na mídia, percorrem cidades como se estivessem no embalo das realizações. Mas, em muitos casos, deixam projetos pela metade, abandonam os cargos e partem em busca de um novo mandato, quase sempre a reeleição. E o povo — como já se disse — acaba ficando em segundo plano. Este ciclo tende a se repetir nas próximas eleições municipais.





    Certo que ninguém pode ser tolhido de expressar seus projetos e propostas enquanto candidato. É um direito assegurado constitucionalmente e faz parte da democracia. Nenhum político pode ser impedido de divulgar o que pretende fazer. O que se questiona é o uso da fé pública, com promessas que muitos sabem que não serão cumpridas. Vale a máxima: ninguém é obrigado a prometer nada. Mas quem promete fica na obrigação de cumprir. Caso contrário, é estelionato eleitoral.





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