“Dia triste, mas também de avançar”, diz Carla Lima, no lançamento do Maio Amarelo
“Hoje é um dia triste”. A frase do discurso da primeira-dama de Anápolis, Carla Lima Corrêa, reflete a preocupação de a sociedade ter que dispender esforços para lutar contra a exploração de crianças e adolescentes.
Melhor seria, de acordo com Carla Lima, se cada vez menos, a rede que acolhe essas crianças e adolescentes fosse acionada.
Contudo, a primeira-dama ressaltou que embora seja um dia triste por debater questões envolvendo agressões, violações e abusos de menores, é um dia de reflexão e de comemorar avanços, também.
E Anápolis dá mais um largo passo no sentido de proteger as suas crianças. Junto com o lançamento da campanha do Maio Amarelo, que tem por objetivo o combate e a prevenção da violência e exploração sexual de crianças e adolescentes, foi realizado o lançamento do Plano Municipal da Primeira Infância.
O evento ocorreu no auditório da OAB, na manhã desta sexta-feira (8/5) com a presença de várias autoridades e representantes de entidades que formam a rede local de proteção à infância, como: Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do adolescente (CMDCA), Conselhos Tutelares, Prefeitura Municipal, Polícia Civil (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente- DPCA), Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público, Juizado da Infância e Adolescência, OAB, entre outras.
A mesa que coordenou a abertura da agenda de lançamento do Maio Amarelo foi formada pela primeira-dama, Carla Santillo; pela secretária municipal de Assistência e Políticas Sociais, Jaqueline Macedo; pela diretora de Proteção da pasta, Nirvana Souza; pelo juiz da Infância e Adolescência, Carlos Limongi Sterse; pela promotora Denise Nóbrega e pela presidente do CMDCA, Adriana Félix da Costa Frazão.
Logo após o lançamento, com os pronunciamentos das autoridades, o evento teve sequência com palestras. Ao longo do mês, outras atividades também estarão acontecendo na cidade, reforçando a importância da campanha de conscientização.
Números frios
Os números são frios, não mostram a verdadeira realidade que passa uma criança ou adolescente que sofreu algum tipo de violência física, sexual ou moral.
Mas, eles servem de alerta e esse é o motivo do engajamento de Anápolis a esta campanha, que acontece em todo o país e está amparada em lei.
Em 2024, no Brasil, foram registrados 87.545 casos de estupros, sendo que desse total, 68% envolveram crianças e adolescentes. 8 vítimas a cada hora; 240 casos por dia. 84% dos agressores são pessoas conhecidas ou da própria família. 44% das vítimas estão sob o mesmo teto dos agressores.
Em razão desses números e da escala crescente de denúncias, foi criado o Disque 100, um telefone que acolhe denúncias e tem alcance nacional.
Caso a pessoa queira denunciar, pode usar o número mantendo o seu sigilo, ou pode, também, procurar a rede de proteção à criança e ao adolescente da cidade.
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