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CENTRO OESTE,01/07/2026

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    Pesquisa da Unemat em Tangará da Serra desenvolve maracujá adaptado ao clima de Mato Grosso

    jornaldematogrosso.com.br
    Pesquisa da Unemat em Tangará da Serra desenvolve maracujá adaptado ao clima de Mato Grosso

    Um trabalho de pesquisa desenvolvido por professores e alunos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Tangará da Serra, resultou na criação de uma cultivar de maracujá mais produtiva e adaptada às condições climáticas e de solo de Mato Grosso. Batizada de Solar, a variedade também apresenta maior qualidade e resistência.

    Coordenada pelo professor Willian Krause, a pesquisa tem como foco o desenvolvimento de novas cultivares com maior produtividade, resistência a pragas e doenças e melhor desempenho comercial. A cultivar Solar pode alcançar uma produção entre 30 e 35 toneladas por hectare.

    O projeto é desenvolvido em parceria com instituições de apoio à pesquisa agrícola e conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de produtores locais. As sementes da nova cultivar já começaram a ser comercializadas.

    Segundo o professor Willian Krause, a iniciativa surgiu da necessidade de desenvolver uma variedade adaptada às condições de Mato Grosso.

    “A iniciativa de criar uma nova cultivar surgiu da necessidade de adaptação do fruto tanto ao clima quanto ao solo de Mato Grosso. O cultivo do maracujá exige clima quente, com chuvas bem distribuídas, além de solos bem drenados e ricos em matéria orgânica. Em regiões como Mato Grosso, o manejo adequado do solo e a irrigação são fatores essenciais para garantir alta produtividade e frutos de qualidade”, explica.

    O pesquisador destaca ainda que a polinização manual é uma das etapas mais importantes para garantir o bom desenvolvimento do cultivo.

    Produtor rural há 36 anos, Pedro José de Freitas afirma que a produção do maracujá tem gerado bons resultados nas vendas.

    “Tem sido muito bom pra venda aqui na feira, e eu ainda vendo goiaba e outras frutas”, relata.

    Atualmente, o programa reúne mais de 20 participantes, entre bolsistas de iniciação científica, alunos de graduação, mestrado e doutorado. Além do maracujá, os pesquisadores também desenvolvem estudos com outras culturas, como abacaxi, mamão e melancia.

    A expectativa é de que novas cultivares sejam validadas e disponibilizadas para uso comercial nos próximos anos, ampliando o impacto da pesquisa na agricultura regional e fortalecendo a horticultura em Tangará da Serra e em Mato Grosso.





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